Luísa Sobral é uma das compositoras e cantoras mais importantes da nova geração de músicos portugueses. Distinta aluna e licenciada em 2009 pelo Berklee College of Music, Luísa Sobral teve necessidade de tocar e cantar muitas vezes em restaurantes e bares americanos, para ajudar a cobrir as despesas, o que representou uma formação acrescida e em tempo real, decisiva na carreira de um músico: a dos palcos - alguns maiores, outros mínimos e muitas vezes com poucas condições técnicas.
Já em Portugal, lançaram-lhe o desafio a que verdadeiramente aspirava: gravar as suas próprias canções, estreando-se em 2011 com a edição de “The Cherry on My Cake”, um álbum bem recebido pelo público e pela crítica.
Foram sobretudo os espetáculos, as participações televisivas especiais, como a que assegurou no programa de Jools Holland, na BBC, e as actuações de suporte a importantes artistas da mesma área, como Melody Gardot, que mais impulsionaram o seu percurso dentro e além- fronteiras. Espanha, França, Suíça, Alemanha, Inglaterra, Marrocos, China, Namíbia, Zimbabwe e África do Sul já figuram entre as escalas de Luísa.
Seguiu-se “There’s A Flower In My Bedroom” (2013), com 17 canções e prestigiados convidados, como Jamie Cullum e os portugueses António Zambujo e Mário Laginha. A sua discografia conta ainda com “Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa”, editado em 2014, que expande o seu universo para fora dos limites estéticos dos seus dois primeiros discos.
Foram sobretudo os espetáculos e as participações televisivas especiais, como a que assegurou no programa de Jools Holland, na BBC, que impulsionaram o seu percurso dentro e além-fronteiras. Espanha, França, Suíça, Alemanha, Inglaterra, Marrocos, China, Zimbabwe e África do Sul já figuram entre as suas escalas.
Em 2016 editou “Luísa” que é agora apresentado ao vivo pelo país. O disco foi gravado em Los Angeles, no mítico United Recording Studios, por onde já passaram nomes históricos como Frank Sinatra, Ray Charles, Ella Fitzgerald, Jay-Z, Radiohead ou U2. Ao leme da produção esteve Joe Henry, vencedor de 3 Grammy Awards, que para além de uma sólida carreira em nome próprio assina trabalhos de músicos como Elvis Costello, Solomon Burke, Beck ou Madonna.
Em “Luísa” estreitam-se a cumplicidade e os laços afectivos com quem ouve, em novas canções e letras tocantes, que revelam que a artista entrou num novo patamar de maturidade criativa, uma vez mais e como sempre, à frente da sua idade. Luísa Sobral está ainda mais segura, exigente (consigo e com os outros) e cada vez mais autêntica e espontânea (por ter vivido mais) e afirma que não troca o turbilhão da sua vida por nada deste mundo. Em palco, está em casa. E tem a amabilidade generosa de nos convidar a visitá-la. E de nos fazer sentir em casa.