Desde há bilhões de anos, que a cada segundo que passa acontecem pequenos grandes BIG BANG(s). No mundo todos os dias nascem bebés que geram mudança e que dão início a novas galáxias familiares. Crescer é na sua essência uma transformação constante que acontece em tempo real. Os primeiros meses de vida são uma fase determinante para a capacidade cognitiva e social dos novos seres. Até aos três anos de idade, as cerca de 100 bilhões de células cerebrais com as quais uma criança nasce desenvolvem 1 quatrilhão de ligações. Todos estes acontecimentos fenomenais alimentados por explosões de afeto familiar acontecem na efemeridade da rotina diária...
E se numa hora e local determinado, um grupo de bebés com seus familiares ou cuidadores se juntassem para um ritual de exploração plástica que representasse esse processo extraordinário que é nascer e crescer?
De volta à natureza iremos recuperar pigmentos feitos puramente à base de vegetais e frutos, sem aditivos ou químicos, para que a experiência também possa ser sinestésica. A partir da escuta de contos de diversas culturas sobre a criação do universo iremos colocar à disposição dos participantes vários tipos de riscadores com diferentes escalas, texturas, formas e pesos. Os pigmentos como na natureza estarão em diferentes lugares numa sala previamente preparada para todo o tipo de explorações e explosões. Com o corpo guiado pela música, a ilustração feita pelos bebés será a continuidade dessa dança num espaço convidativo à liberdade de expressão. No final, como quem espreita o atelier do artista iremos fruir das ilustrações que todos criaram: os surpreendentes BIG BANG(s), e aí teremos a certeza que juntos, crescemos mais felizes!
Margarida Botelho
Licenciada em Arquitectura e Mestre em Design e Sequential Illustration, desde 2005 que publica livros para a infância onde constrói as palavras e as imagens dessas casas/livros. Margarida acredita no compromisso entre arte, educação e mundo social, por isso desenvolve experiências educativas com várias comunidades em vários contextos; cria e realiza projetos artístico-educativos em bibliotecas, escolas, centros culturais e sociais, museus, largos e praças públicas. Se tivesse que nomear o faz diariamente diria: arte-educadora. Desde 2009 que trabalha em parceria com várias instituições e ONGs em projetos de intervenção comunitária através da arte; em Moçambique, no Brasil, na Índia e em Timor-Leste. A partir destas experiências desenvolveu com o Mário Rainha Campos o projeto ENCONTROS e a coleção de livros POKA POKANI. É uma das candidatas ao Prémio ALMA – Astrid Lindgren Memorial Award 2015, como promotora da leitura com o seu projeto ENCONTROS.
Concepção e realização
Margarida Botelho e
Mário Rainha Campos