Imperdível é a única palavra que ocorre para falar deste concerto que marca os 10 anos da banda. Em palco, a Káustika estreia a terceira parte das sonoridades do Transe Sinfónico. Para além da estreia musical, que é motivo de sobra para não perder o espetáculo, a Káustika vai apresentar-se também com uma nova imagem.
E porque 10 anos são motivos que sobra para comemorar, o grupo que, concerto após concerto, não pára de surpreender e levar ao êxtase o público, vai contar com a participação de vários convidados: Bezegol, Hugo Correia (Fadomorse, Lendário Homem do Trigo) e destaque para a participação especial de Trilok Gurtu, o multipercussionista indiano que é tido por muitos como o melhor do mundo.
A banda que começou em Águeda, que ensaia em Águeda, mas que cada vez mais é de toda a parte.
Um concerto-viagem a não perder!
Káustika
A Káustika, definida pela vontade constante de recriar e inovar, consiste num coletivo de músicos que se conhecem pessoal e musicalmente, por estarem ligados desde novos à música filarmónica e às bandas. Formação composta por músicos de várias áreas e influências musicais, desde do clássico, ao jazz, passando pela música tradicional portuguesa, numa fusão de estilos que caracteriza a sonoridade da banda.
Formada em 2007, o nome da banda deriva da sensação que a sua música traz ao público, através de ritmos e melodias que mexem com as emoções. Com um vasto e diversificado reportório de cariz étnico e cultural é possível ouvir na sua música ritmos de influência cigana, israelita, cabo-verdiana, portuguesa, brasileira, jazz e blues, entre outras, esta banda apresenta-se em festivais e espetáculos de rua.
Com a experiência de estrada acumulada, o projeto consolidou a sua forma artística em torno de uma linguagem e performance próprias, adquirindo a sua identidade. A partir de 2011, após a estreia do espetáculo “Punk Filarmónico”, a Káustika vem apresentando apenas temas originais, pautados num registo único: o Estilo Káustiko.
Resultando da convergência de várias influências, uma vez que a Káustika é composta por elementos especializados nas mais diversas áreas da música, o estilo Káustiko tem pois tudo que ver com a vontade de abrir e trilhar novos caminhos musicais, que se revelam em palco numa sonoridade escura combinada com uma atitude eletrizante e altamente contagiosa!
A Káustika tem uma identidade original, genuína e diferenciadora!
Trilok Gurtu
O multipercussionista indiano, considerado por muitos como o melhor do mundo, nasceu em Bombaim numa família de músicos. O seu avô era um notável músico e a sua mãe, Shobha Gurtu, uma importante cantora e uma constante influência para Trilok, que começou a tocar com apenas 6 anos. O início da sua carreira foi pautado por grandes colaborações, com músicos como John McLaughlin, Joe Zawinul, Jan Garbarek, Don Cherry, Bill Evans, Pharoah Sanders ou Dave Holland, que se renderam ao seu incrível ritmo, fortemente enraizado na tradição indiana. Gurtu estabeleceu-se na World Music e, já com a sua banda, gravou com grandes nomes do género, como Salif Keita, Oumou Sangare, Angelique Kidjo, Neneh Cherry ou Omara Portuondo. Trilok Gurtu foi eleito 7 vezes o melhor percussionista do mundo pela Downbeat e 4 vezes pela BBC Radio.
Bezegol
Nascido no Porto, Bezegol adotou a sua alcunha de juventude como nome artístico. Filho de um fadista, foi o fado a sua primeira referência musical, o rock foi-lhe mostrado pelo irmão mais velho e cresceu a ouvir um pouco de tudo, incluindo muita música de intervenção, com Zeca Afonso, Fausto ou José Mário Branco. É considerado por muitos um cantor de intervenção, mas não é assim que se sente. É, aliás, um artista que recusa rótulos e todos os que o tentam encaixar num, falham, tal é a diversidade do seu trabalho. A única marca identitária do seu trabalho é ser crítico do sistema, tudo o resto é uma inconstante. Com uma voz grave e rouca, pode cantar em português ou em inglês e encontramos no seu trabalho referências tão distintas como reggae, funk, hip hop, fado ou rock! Com a colaboração da sua Rude Bwoy Banda, tem já quatro álbuns editados - Rude Bwoy Stand (2007), Rude EP (2009), Monstro EP (2011) e S.A.C.A.N.A. (2013) -, sendo já possível ouvir alguns dos temas do próximo álbum, 7.
Hugo Correia
Mestre em composição musical pela Universidade de Aveiro, Hugo Correia, nascido em Mirandela em 1977, cedo se iniciou no mundo da música. Com 13 anos, começou os seus estudos musicais na Escola Profissional de Arte de Mirandela, na turma de violoncelo. Dois anos depois começa a aprender contrabaixo com o professor Alexandre Samardjiev. Em 1993 ganhou o 3º prémio no Young Musicians Awards e em 1994 ganhou o 2º prémio. Em 1996 completa o curso de instrumentos de corda e no ano seguinte é admitido na turma de contrabaixo de Vincent Pasquier na National Conservatory Superior of Music and Dance, em Paris, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Já passou por mais de uma dezena de orquestras, como a Orquestra Clássica do Porto, a Orquestra do Conservatório Nacional de Paris ou a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Também já tocou com alguns dos maiores nomes da música nacional e internacional, como Gilberto Gil, Adolfo Luxúria Canibal ou José Mário Branco. Desde 2000 que é solista na Filarmonia das Beiras, diretor artístico e compositor nos projetos Fadomorse, Triste Cistre, Só Vicente, Karma Art Project, Uppss Jazz Vipassana, O Lendário Homem do Trigo e Deussemen.
Saxofone
Tomás Marques
João Mortágua
Rodrigo Neves
Trompete
Brian Carvalho
João Condesso
Carlos Ribeiro
Trombone
Gabriel Dias
Tiago Noites
Tuba
Marco Freire
Fábio Rodrigues
Bateria
Pedro Vasconcelos
Percussões
Micael Lourenço
Som
Gonçalo Garcia
Luz
Paulo Brites
VJ
Pedro Correia
Coordenação artística
Paulo Neto