Os aerogramas, alcunhados de “bate-estradas”, eram um dos meios de correspondência mais utilizados entre os militares e as famílias durante a Guerra Colonial. Os aerogramas eram transportados e fornecidos gratuitamente aos militares e às suas famílias. Estima-se que tenham sido impressos mais de 300 milhões.
Este espetáculo carta em forma de concerto e com recurso a imagens ilustradas projetadas, constitui-se como um projeto de memória em que através da leitura de aerogramas ficcionados, vamos dando a conhecer a história de uma família que é também a história do Portugal da década de 60/70 até ao 25 de Abril.
Pretendemos que este trabalho de memória musicado seja “o passado por dentro do presente” do verso de Manuel Alegre.
Ideia e Conceção
Catarina Moura
Luís Pedro Madeira
Textos e Dramaturgia
Ricardo Correia
Voz
Catarina Moura
Baixo, guitarra elétrica, samplers, sintetizador e teclas
Luís Pedro Madeira
Kalimba e percussão
Quiné Teles
Cordofones, flautas e gaita de foles
Ricardo Grácio
Ilustrações e animações
Cátia Vidinhas
Técnico de vídeo e luz
Guilherme Pompeu
Produção executiva
Tarrafo
Coprodução
Cineteatro Louletano
Teatro da Cerca de São Bernardo
Escola da Noite