Texto emblemático da literatura infanto-juvenil portuguesa A Fada Oriana é uma viagem iniciática que se desenrola em torno da construção do ser e dos valores fundamentais do indivíduo, enquadrada por um ambiente mágico que valoriza a dimensão ecológica. Referência fundamental da escrita contemporânea, Sophia de Mello Breyner é o ponto de partida para um espetáculo dirigido pela encenadora/coreógrafa Joana Providência. Com uma forte componente visual, o espetáculo articula o trabalho predominantemente físico dos intérpretes com um conjunto de recursos teatrais diversificados que incluem a manipulação de marionetas, o vídeo e o trabalho com sombras.
Espetáculo integrado no Festival i
A Academia Contemporânea do Espetáculo (ACE) – Teatro do Bolhão foi formada em 2002. Sedeada no Palácio do Bolhão, tem uma relação sinergética com a ACE Escola de Artes, hoje com 25 anos de atividade, integrando os jovens profissionais formados numa equipa de trabalho em constante renovação. Desde a sua estreia, com A Terrível Ascensão de Arturo Ui, em 2003, o Teatro do Bolhão promove um modelo de produção eclético e pluridisciplinar. Levou a cena dramaturgias clássicas – como D. Juan (2005), Otelo (2009), Édipo (2012) ou Ajax (2014); contemporâneas – como Quem tem Medo de Virginia Woolf? (2004), Começar a Acabar (2006), As Lágrimas Amargas de Petra von Kant (2011) ou Três Num Baloiço (2013); e textos inéditos, como Escreve-me (Nocturno) (2014), ou os textos do dramaturgo residente Zeferino Mota Não Tenho Olhar, Mas Mamilos que Endurecem Quando Alguém me Olha (2012), Hierarquia (2015) e Eu Serei Shakespeare (2016). Outra das vertentes da produção são os espetáculos pluridisciplinares da codiretora Joana Providência. Desde 2010, o Serviço Educativo da companhia promove uma relação contínua e orgânica com a região em que se insere através de workshops, laboratórios e oficinas, e ainda através do Teatro Portátil, que leva às escolas obras literárias lecionadas em diferentes níveis de ensino.
Joana Providência nasceu em Braga, em 1965. Formada em Dança, integra desde 1995 a ACE – Teatro do Bolhão como docente responsável pelo departamento de movimento do curso de Interpretação sendo também membro da direção artística da companhia de teatro da ACE. O uso da palavra, a utilização de espaços arquitectónicos e a escolha de atores são elementos estruturantes do seu trabalho coreográfico. Como coreógrafa desenvolveu diversos projetos dos quais destaca as coproduções ACE-Teatro do Bolhão: “ Terra Quente, Terra Fria “com o Teatro Municipal de Bragança, “Ladrões de Almas” com a Culturgest, e “mão na boca” com a Fundação de Serralves e “Mecanismos”, espetáculo que lhe valeu o Sete de Ouro – Prémio Revelação. Participou em diversos festivais como: New Moves, Glasgow (Escócia), Festival de Otoño /Madrid, Spring Dance (Holanda) e Klapstuck (Bélgica), Tanzplattform (Frankfurt).
Teatro e Marionetas de Mandrágora é uma companhia profissional de teatro de marionetas com direção artística de Clara Ribeiro e Filipa Mesquita e direção plástica de Envide Nefelibata. Fundada em 2002, na simbiose de uma linguagem simbólica, que conjuga o património e legado tradicional e o pensamento e universo contemporâneos, a marioneta surge da procura de uma identidade cultural própria. Tem como objetivo descobrir as potencialidades estéticas, plásticas, cénicas e dramáticas da marioneta, explorar a cultura e as culturas, a crença, a lenda, aliando-se à urbe, à exploração tecnológica, à velocidade da aldeia global. Descentralização, trabalho comunitário, criação em parceria e a valorização social e inclusiva são preocupações preponderantes no trabalho da companhia.
Texto
Sophia de Mello Breyner Andresen
Encenação
Joana Providência
Assistência de Encenação
Sandra Salomé
Dramaturgia
Vânia Cosme e Pedro Aparício
Interpretação
Beatriz Frutuoso, Joana Mont’Alverne,Mafalda Pinto Correia/Anabela Sousa e Sandra Salomé
Iluminação
José Nuno Lima
Cenografia Adereços e Ilustrações
Susete Rebelo
Figurinos
Lola Sousa
Marionetas
Cristóvão Neto, Susete Rebelo, Filipe Mendes e Clara Ribeiro, Filipe Alexandra
e Envide Nefelibata (Teatro e Marionetas de Madrágora)
Coprodução
CMA e D’Orfeu